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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Quando tudo for pedra atire a primeira flor

Quando tudo for pedra, atire a primeira flor. Quando tudo parecer caminhar errado, seja você a tentar o primeiro passo certo. Se tudo parecer escuro, se nada puder ser visto, acenda você a primeira luz, traga para a treva, você primeiro, a pequena lâmpada. Quando todos estiverem chorando, tente você o primeiro sorriso, talvez não na forma de lábios sorridentes, mas na de um coração que compreenda, de braços que confortem. Se a vida inteira for um imenso não, não pare você na busca do primeiro sim, ao qual tudo de positivo deverá seguir-se.

Quando ninguém souber coisa alguma e você souber um pouquinho, seja o primeiro  a ensinar, começando por aprender você mesmo, corrigindo-se a si mesmo. Quando alguém estiver angustiado à procura, consulte bem o que se passa, talvez seja em busca de você mesmo que este seu irmão esteja. Daí, portanto, seja o primeiro a aparecer, o primeiro a mostrar-se, primeiro que pode ser o único e mais sério ainda, talvez o último.

Quando a terra estiver seca, que sua mão seja a primeira a regá-la. Quando a flor se sufocar no espinho, que sua mão seja a primeira a separar o joio, a arrancar a  praga, a afagar a pétala, a acariciar a flor. Se a porta estiver fechada, de você venha a primeira chave. Se o vento sopra frio, que o calor de sua lareira seja a primeira proteção e primeiro abrigo.

Se o pão for apenas massa e não estiver cozido, seja você o primeiro forno para transformá-lo em alimento. Não atire a primeira pedra em quem erra. De acusadores o mundo está cheio. Nem, por outro lado, aplauda o erro. Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu.

Quando tudo for espinho, atire a primeira flor, seja o primeiro a mostrar que há caminho de volta, compreendendo que o perdão regenera, que a compreensão edifica, que o auxílio possibilita, que o entendimento reconstrói.

Atire você, quando tudo for pedra, a primeira e decisiva flor.


Por: (Glácia Daibert)

Senna / Faber Frota
Departamento de Comunicação 
Ministério Universidades Renovadas
São José dos Campos - São Paulo

2 comentários:

  1. Ontem estive em Aparecida. Sem saber participei do 17o. Grito dos excluídos,e hoje noto que esta reflexão,é parte deste movimento onde tudo parece ser pedra,tudo sem vida,podemos fazer a diferença sendo solidários uns com os outros,podemos ao menos orar uns pelos outros e assim nos entregarmos nas mãos do Pai.

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  2. Que bom que esta reflexão veio de encontro com a sua visita em Aparecida, nós temos e podemos fazer toda diferença na vida do outro sim, concordo com suas palavras. Obrigado por seu comentário e volte sempre "Anônimo" rs. Paz e Bem

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