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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O ipê à beira da estrada

Não quero perder a capacidade de admirar as belezas do mundo. O ipê florido à beira da estrada é um imperativo que reconheço bíblico. Nele há uma fala de Deus me pedindo calma. A sacralidade da vida ganhou voz em estruturas singelas, e solicita que eu me proste. É santo o que os meus olhos enxergam. A cor amarela encontra moldura no azul dos contornos do céu. Ao longe, o verde completa o quadro. Paira sobre a cena um mistério raro, como se houvesse uma névoa a me recordar que a raridade da beleza é uma epfania divina.

O meu desejo é deixar de seguir o caminho que me leva ao meu destino. Impossibilitado da parada, ouso diminuir a marcha. Quero a cena dentro de mim. Ouso rezar a Deus que me permita registrar na memória a beleza que não posso aprisionar. Olho para os que passam. A velocidade dos carros não permite que os seus ocupantes vejam o que vejo. Eles estão privados da mística que só pode ser compreendida quando os passos perdem a pressa. Estão ocupados demais com suas urgências práticas. É preciso chegar. Há muitas iniciativas a serem tomadas e o tempo não pode ser perdido.

Enquanto isso, o ipê se ocupa de sua florada amarela. Cumpre no tempo a proeza de ser um sentido oculto e deslumbrante para os distraídos que o percebem. Nele há uma pequena parte da beleza do mundo que tive a graça de descobrir. E só por isso diminuí o ritmo da minha vida. Olhei com calma para sua beleza e nele percebi o sorriso do Criador. Sorriso de Pai, que vez em quando, faz questão que seus filhos diminuam suas velocidades para uma breve brincadeira redentora.

Eu aceitei. Brinquei com Ele. Fiquei mais feliz!

Paz e Bem! Ótima semana!

Senna / Faber Frota
Departamento de Comunicação 
Ministério Universidades Renovadas
São José dos Campos - São Paulo

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A vida sempre nos reserva primaveras

Primavera é tempo de ressurreição. A vida cumpre o ofício de florescer ao seu tempo. O que hoje está revestido de cores precisou passar pelo silêncio das sombras. A vida não é por acaso. Ela é fruto do processo que a encaminha sem pressa e sem atropelos a um destino que não finda, porque é ciclo que a faz continuar em insondáveis movimentos de vida e morte. O florido sobre a terra não é acontecimento sem precedências. Antes da flor, a morte da semente, o suspiro dissonante de quem se desprende do que é para ser revestido de outras grandezas. O que hoje vejo e reconheço belo é apenas uma parte do processo. O que eu não pude ver é o que sustenta a beleza.

A arte de morrer em silêncio é atributo que pertence às sementes. A dureza do chão não permite que os nossos olhos alcancem o acontecimento. Antes de ser flor, a primavera é chão escuro de sombras, vida se entregando ao dialético movimento de uma morte anunciada, cumprida em partes.

A primavera só pode ser o que é porque o outono lhe embalou em seus braços. Outono é o tempo em que as sementes deitam sobre a terra seus destinos de fecundidade. É o tempo em que à morte se entregam, esperançosas de ressurreição. Outono é a maternidade das floradas, dos cantos das cigarras e dos assovios dos ventos. Outono é a preparação das aquarelas, dos trabalhos silenciosos que não causam alardes, mas que mais tarde serão fundamentais para o sustento da beleza que há de vir.

São as estações do tempo. São as estações da vida.

Há em nossos dias uma infinidade de cenas que podemos reconhecer a partir da mística dos outonos e das primaveras. Também nós cumprimos em nossa carne humana os mesmos destinos. Destino de morrer em pequenas partes, mediante sacrifícios que nos faz abraçar o silêncio das sombras...

Destino de florescer costurados em cores, alçados por alegrias que nos caem do céu, quando menos esperadas, anunciando que depois de outonos, a vida sempre nos reserva primaveras... 
Paz e Bem! 

Senna / Faber Frota
Departamento de Comunicação 
Ministério Universidades Renovadas
São José dos Campos - São Paulo

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Não desista do seu projeto. Não desista de você

A vida exige leveza, assim como a viagem. A estrada fica mais bonita quando podemos olhá-la sem o peso de malas nas mãos.

Seguir leve é um desafio. Há paradas que nos motivam compras, suplementos que julgamos precisar num tempo que ainda não nos pertence, e que nem sabemos se o teremos.

Temos a pretensão de preparar o futuro. Eu tenho. Talvez você tenha também. É bom que a gente se ocupe de coisas futuras, mas tenho receio que a ocupação seja demasiada. Temo que na honesta tentativa de me projetar, eu me esqueça de ficar no hoje da vida.

Os pesos nascem desta articulação. Coisas do passado, do presente e do futuro. Tudo num tempo só.

Há uma cena que me ensina sobre tudo isso. Vejo o menino e sua pipa que não sobe ao céu. Eu o observo de longe. Ele faz de tudo. Mexe na estrutura, diminui o tamanho da rabiola, e nada. O pequeno recorte de papel colorido, preso na estrutura de alguns feixes de bambú retorcidos se recusa a conhecer as alturas.

O menino se empenha. Sabe muito bem que uma pipa só tem sentido se for feita para voar. Ele acredita no que ouviu. Alguém o ensinou o que é uma pipa, e para que serve. Ele acredita no que viu. Alguém já empinou uma pipa ao seu lado. O que ele agora precisa é repetir o gesto. Ele tenta, mas a pipa está momentaneamente impossibilitada de cumprir a função que possui.

Sem desistir do projeto, o menino continua o seu empenho. Busca soluções. Olha para os amigos que estão ao lado e pede ajuda. Aos poucos eles se juntam e realizam gestos de intervenção...

Por fim, ele tenta mais uma vez. O milagre acontece. Obedecendo ao destino dos ventos, a pipa vai se desprendendo das mãos do menino. A linha que até então estava solta vai se esticando. O que antes estava preso ao chão, aos poucos, bem aos poucos, vai ganhando a imensidão do céu.

O rosto do menino se desprende no mesmo momento em que a pipa inicia a sua subida. O sorriso nasceu, floresceu leve, sem querer futuro, sem querer passado. Sorriso de querer só o presente. As linhas nas mãos. A pipa no céu... Não desista de seus projetos, não desista de você, nunca. Tenha um excelente dia...

Paz e Bem! 

Senna / Faber Frota
Departamento de Comunicação 
Ministério Universidades Renovadas
São José dos Campos - São Paulo

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Precisamos tomar uma decisão que nos leve à vida

A cada um de nós o Senhor faz esta mesma proposta: “Escolhei hoje a quem quereis servir”, e espera uma resposta. Ele mesmo quer nos conduzir a uma decisão consciente: que não seja uma questão de emoção, de sentimento. Guiados pelo Espírito Santo, precisamos tomar uma decisão real, objetiva, concreta e que leve à vida. 

"Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. No momento em que assumimos esta responsabilidade, tudo começa a mudar. Se na sua casa você é o único que realmente serve ao Senhor, saiba que Deus o escolheu para ser sal no seu lar. No Evangelho de Mateus percebemos qual é a missão do sal: 

“Vós sois o sal da terra. Se o sal perde seu sabor, como tornará a ser sal? Não serve mais para nada; é jogado fora e calcado aos pés pelos homens” (Mt 5,13)

Não foi você que escolheu ser sal, foi o Senhor quem o constituiu assim para transformar todas as coisas em sua casa, seja você pai ou mãe, ou até mesmo um jovem filho. O sal não apenas preserva da corrupção, mas liberta pela ação do Espírito. O Espírito Santo que está em nós deu-nos capacidade de acabar com toda corrupção e retirar o pecado da nossa casa. Não tenha receio, acredite nisto: 

“Vã é a salvação que vem do homem. Com Deus realizaremos façanhas” (Sl 107,13).

Deus o abençoe!


Monsenhor Jonas Abib

Fundador da Comunidade Canção Nova
Trecho do livro "Eu e minha casa serviremos ao Senhor" de monsenhor Jonas Abib

Paz e Bem! 

Senna / Faber Frota
Departamento de Comunicação 
Ministério Universidades Renovadas
São José dos Campos - São Paulo

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Não há bordado perfeito se o avesso estiver com linha solta

Nossa sociedade tornou-se sinônimo de agitação; já não encontramos tempo para mais nada. Desejamos que o dia tenha trinta horas, porque as 24 horas que temos parecem poucas para tantas demandas próprias do nosso cotidiano. Divorciamo-nos da paciência e hoje somos prisioneiros da pressa. Buscamos o futuro sem viver o presente. Nas tramas da vida, os bordados de nossa história são, por vezes, mal feitos e tortos.

A arte do bordado carrega em si um grande ensinamento para nossa vida. Se o avesso do bordado estiver perfeito, o bordado também estará perfeito. No entanto se o avesso do bordado estiver defeituoso, o bordado também estará imperfeito, mesmo que, ao primeiro olhar, ela pareça bonito.

Muitos corações estão com o avesso mal acabado. Há linhas de sentimentos soltas e nós de incompreensões mal arrematados. A princípio muitos seres humanos apresentam-se perfeitos, mas basta um minuto a mais na companhia destes "bordados" e descobrimos que ainda há muitas linhas soltas na alma humana. A vida agitada impediu que eles arrematassem o que ainda estava incompleto.

O bordado é um processo que tem o ritmo da paciência. Algumas peças levam muito tempo para ficarem prontas e belas. E o tempo é fundamental para quem se propõe a realizar um bom trabalho. O processo de vivenciar o tempo é fundamental na vida de quem deseja que seu avesso seja arrematado com perfeição. O fruto verde não amadurece antes do tempo que lhe cabe. Nossos sentimentos precisam se reconciliar com as estações de nossa alma. Colher o que ainda está verde prejudica o sabor das experiências maduras.

O avesso de muitas pessoas está desfigurado e mal cuidado. A pressa e a busca por soluções imediatas têm prejudicado muitos na arte de se fazerem humanos. Não existe bordado perfeito se as tramas e as linhas do avesso de nossa alma estiverem mal arrematadas.

Na mitologia grega, Ariadne foi a heroína que deu a seu amado um novelo de lã para que ele conseguisse sair com vida de um perigoso labirinto – bastava seguir o fio para achar o caminho. Muitos precisam encontrar o fio da sua vida para sair dos labirintos que os aprisionam. Seguir o fio da vida é nos aventurarmos através dos labirintos de nosso avesso complexo e ainda não terminado.

O que torna o bordado de nossa vida mal terminado é a pressa em querermos ser aquilo que o tempo ainda não amadureceu. Os bordados de nossas atitudes serão tão belos à medida que permitirmos que Deus arremate, no tempo que Lhe cabe, o avesso de nossa alma. Nos bordados de nossas experiências descobriremos que o avesso de nossa alma precisa de um cuidado que se chama tempo.

Padre Flávio Sobreiro da Arquidiocese de Pouso Alegre (MG)
Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP.
Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre (MG)

Paz e Bem! 

Senna / Faber Frota
Departamento de Comunicação 
Ministério Universidades Renovadas
São José dos Campos - São Paulo

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Somente a civilização do amor é capaz de vencer o mal


"...Os lobos e os carneirinhos pastarão juntos, os leões comerão palha como bois, e as cobras não atacarão mais ninguém…” Isaías 65:25

"A entrada do Filho de Deus no mundo dá origem a uma nova civilização, a civilização do amor, que não desiste diante do mal e da violência e rompe as barreiras entre os homens, tornando-os irmãos na grande família dos filhos de Deus". (Papa Bento XVI)

Deus, Pai misericordioso que revelaste o Teu amor no Teu Filho Jesus Cristo e o derramaste sobre nós no Espírito Santo, Consolador confiamos-te hoje o destino do mundo e de cada homem. Inclina-te sobre nós, pecadores cura a nossa debilidade vence o mal faz com que todos os habitantes da terra conheçam a tua misericórdia para que em Ti, Deus Uno e Trino encontrem sempre a esperança, que cada pessoa se volte para Ti e assim fazei de cada uma de nós, discipulos missionários. Pai eterno pela dolorosa Paixão e Ressurreição do teu Filho tem misericórdia de nós e do mundo inteiro. Amém!

Segue uma cena que falará por si... bom filme!


Caríssimos, por motivo de viagem, amanhã 21/10 não haverá publicação. Retornarei na segunda feira 24/10 com muita alegria em lhes escrever. Tenham um abençoado final de semana e que Jesus esteja e permaneça vivo em seu coração. 

Se você é universitário, conheça o GOU. Se você já é um profissional, conheça o GPP. Conheça e participe também do Grupo de Oração que acontece aos sábados às 19h30 no Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada em São José dos Campos - SP.

Paz e Bem! 

Senna / Faber Frota

Departamento de Comunicação 

Ministério Universidades Renovadas
São José dos Campos - São Paulo

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Quando amo devo saber que faço uma opção de vida

Em nossa vida, constantemente precisamos tomar decisões: se vamos a um passeio ou à Missa, se permanecemos neste emprego ou buscamos outro, se usamos esta ou aquela roupa etc. Desde as mínimas coisas até grandes decisões, como a resposta a determinada vocação, em tudo devemos nos posicionar, fazer uma ‘cisão’, uma quebra, um rompimento com algo para assumir outro. 

A Santíssima Trindade, por ser uma comunidade de amor, vive em perfeita harmonia nas decisões tomadas e assumidas. O Pai, com o Espírito Santo, decidiu enviar o Filho. O Filho, naquele momento ‘sem momento’, decidiu se apresentar ao Pai dizendo: eis-me aqui, envia-me, e sua aceitação levou-o até o sim da cruz e o sim que se perpetua na Eucaristia em todos os tempos. Jesus tomou decisões e nos ensina a fazê-lo. O Filho, junto com o Pai, decidiu enviar o Espírito Santo para nos santificar. A Palavra de Deus já nos alerta: Que o vosso sim seja sim e o vosso não seja não. Assim, o cristão se torna alguém que sabe o que quer e busca ser conseqüente com o que assume. O amor, eixo em torno do qual gira toda a vida humana e cristã, também é questão de decisão. Sou eu que escolho se quero ou não amar, a quem quero amar e como será o meu amor.

Escutamos histórias verdadeiramente dramáticas, mas é onde percebo, no meio de tanto sofrimento e ingratidão a dedicação e um amor total e incondicional de algumas pessoas. Quantas esposas que acolhem e aceitam seus esposos ingratos, alcoólatras, infiéis, agressivos e os amam a ponto de conseguirem de Deus sua conversão e libertação! Por outro lado, também quantos esposos abandonados, traídos e humilhados por suas esposas, mas que continuam fiéis a um sim pronunciado um dia! Quantos pais que insistem em amar seu filho que só traz desgosto e sofrimento!... E cobrem tudo com o amor, defendendo a pessoa amada com unhas e dentes. São pessoas que simplesmente decidiram amar. E muitos milagres acontecem como conseqüência deste amor.

Quando amo devo agir com a consciência de estar fazendo uma opção de vida. Não estou vivendo um sentimento que irá trazer-me apenas prazer ou alegria. Irei assumir toda a pessoa, com seus limites, seus defeitos, suas quedas, seus fracassos, mas também suas vitórias e triunfos. Aliás, é na hora da desgraça que se prova o verdadeiro amor. Penso que muitos relacionamentos inclusive no matrimônio não se aprofundam nem perseveram por falta desta decisão de amar até o fim, para além dos sentimentos. Deus nos ama assim. Ele é fiel porque se decidiu a estar conosco sempre e nos ama em todo tempo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, sempre! Quando Jesus decidiu ser amor entre nós, assumindo nossa humanidade e nos ensinando a ser humanos, todas as conseqüências foram assumidas juntamente, inclusive a cruz e a morte.

Amar é dar a vida, e dar a vida não é sentimento, é ato de decisão. Quando amo alguém estou vivendo este mistério que Jesus vive na Eucaristia a cada momento. Ele está ali, no sacrário e em quem o recebe, independentemente da forma como é acolhido e venerado. É o mesmo para aquele que o ama intensamente como para aquele que o recebe com indiferença, em pecado ou para aquele que nem o quer receber. Ele continua o mesmo Amor que se dá na pura gratuidade. E este amor gratuito é que nos constrange a pagar amor com amor e a mudar nossas vidas.

Santa Teresa de Ávila, em seu livro Castelo Interior ou Moradas, descrevendo o itinerário espiritual da pessoa que se entrega à oração, diz várias vezes como se sentia pequena e como que ‘esmagada’ diante de tudo que Deus lhe fazia, de todas as graças que recebia do Senhor. Amor gera amor, dizia ela em outro lugar e era firme na formação das carmelitas descalças para serem pessoas decididas, pessoas de determinada determinação, na linguagem teresiana. Quando a pessoa que Deus coloca em nossa vida para que a amemos não nos agrada, quando temos de enfrentar lutas de nossa natureza, quando o outro se torna um peso, ou ele tem o dom de desagradar-me em tudo. Para Santa Teresinha o sim, era uma excelente oportunidade para viver o verdadeiro amor, o amor gratuito que Jesus me pede e ensina.

Seja nosso amor para com cada pessoa este ato de decisão que nos leve a perseverar até o fim, ou seja, até a consumação de nossa vida no céu, onde tudo será amor, pois na tarde da vida seremos julgados pelo amor (São João da Cruz).

Pesquisa: Senna e Carmelo de Passos – MG

Paz e Bem!

Senna / Faber Frota
Departamento de Comunicação 
Ministério Universidades Renovadas
São José dos Campos - São Paulo

terça-feira, 18 de outubro de 2011

São Lucas, o médico evangelista

O dia 18 de outubro foi escolhido como "dia dos médicos" por ser o dia consagrado pela Igreja a São Lucas. Como se sabe, Lucas foi um dos quatro evangelistas do Novo Testamento. Seu evangelho é o terceiro em ordem cronológica; os dois que o precederam foram escritos pelos apóstolos Mateus e Marcos.

Lucas não conviveu pessoalmente com Jesus e por isso a sua narrativa é baseada em depoimentos de pessoas que testemunharam a vida e a morte de Jesus. Além do evangelho, é autor do "Ato dos Apóstolos", que complementa o evangelho.

Segundo a tradição, São. Lucas era médico, além de pintor, músico e historiador, e teria estudado medicina em Antióquia. Possuindo maior cultura que os outros evangelistas, seu evangelho utiliza uma linguagem mais aprimorada que a dos outros evangelistas, o que revela seu perfeito domínio do idioma grego.

São Lucas não era hebreu e sim gentio, como era chamado todo aquele que não professava a religião judaica. Não há dados precisos sobre a vida de S. Lucas. Segundo a tradição era natural de Antióquia, cidade situada em território hoje pertencente à Síria e que, na época, era um dos mais importantes centros da civilização helênica na Ásia Menor. Viveu no século I d.C., desconhecendo-se a data do seu nascimento, assim como de sua morte.

Há incerteza, igualmente, sobre as circunstâncias de sua morte; segundo alguns teria sido martirizado, vítima da perseguição dos romanos ao cristianismo; segundo outros morreu de morte natural em idade avançada. Tampouco se sabe ao certo onde foi sepultado e onde repousam seus restos mortais. Na versão mais provável e aceita pela Igreja Católica, seus despojos encontram-se em Pádua, na Itália, onde há um jazigo com o seu nome, que é visitado pelos peregrinos.

Não há provas documentais, porém há provas indiretas de sua condição de médico. A principal delas nos foi legada por São Paulo, na epístola aos colossenses, quando se refere a "Lucas, o amado médico" (4.14). Foi grande amigo de São Paulo e, juntos, difundiram os ensinamentos de Jesus entre os gentios.

Outra prova indireta da sua condição de médico consiste na terminologia empregada por Lucas em seus escritos. Em certas passagens, utiliza palavras que indicam sua familiaridade com a linguagem médica de seu tempo. Este fato tem sido objeto de estudos críticos comparativos entre os textos evangélicos de Mateus, Marcos e Lucas, e é apontado como relevante na comprovação de que Lucas era realmente médico. Dentre estes estudos, gostaríamos de citar o de Dircks, [4] que contém um glossário das palavras de interesse médico encontradas no Novo Testamento.

A vida de São Lucas, como evangelista e como médico, foi tema de um romance histórico muito difundido, intitulado "Médico de homens e de almas", de autoria da escritora Taylor Caldwell. Embora se trate de uma obra de ficção, a mesma muito tem contribuído para a consagração da personalidade e da obra de Sao Lucas.

A escolha de São Lucas como patrono dos médicos nos países que professam o cristianismo é bem antiga. Eurico Branco Ribeiro, renomado professor de cirurgia e fundador do Sanatório S. Lucas, em São Paulo, é autor de uma obra fundamental sobre São Lucas, em quatro volumes, totalizando 685 páginas, fruto de investigações pessoais e rica fonte de informações sobre o patrono dos médicos. Nesta obra, intitulada "Médico, pintor e santo", o autor refere que, já em 1463, a Universidade de Pádua iniciava o ano letivo em 18 de outubro, em homenagem a São Lucas, proclamado patrono do "Colégio dos filósofos e dos médicos".

A escolha de São. Lucas como patrono dos médicos e do dia 18 de outubro como "dia dos médicos", é comum a muitos países, dentre os quais Portugal, França, Espanha, Itália, Bélgica, Polônia, Inglaterra, Argentina, Canadá e Estados Unidos. No Brasil acha-se definitivamente consagrado o dia 18 de outubro como "dia dos médicos".

Pesquisa: Senna
 
Paz e Bem!

Senna / Faber Frota
Departamento de Comunicação 
Ministério Universidades Renovadas
São José dos Campos - São Paulo

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Por que as pessoas "buscam" a Deus?

Certa vez Jesus foi com seus discípulos até certo monte, grande multidão o seguia, pois tinha visto os milagres que Ele podia fazer. Segundo a Bíblia, estavam ali quase 5 mil homens, isso sem contar as mulheres e crianças. Jesus disse a Felipe, um dos discípulos: "Onde vamos comprar comida para toda essa gente?" e Felipe respondeu: "Para cada pessoa receber um pouco de pão, nós precisaríamos gastar mais de 200 denários" (denários eram moedas de prata que equivaliam a mais ou menos o salário de um dia de trabalho naquela época, ou seja, para alimentar toda a multidão seria necessário trabalhar quase um ano para se conseguir o dinheiro necessário). Então André, outro dos discípulos, chegou diante de Jesus e disse que ali havia um menino que tinha apenas 5 pães de cevada e 2 peixinhos, "Mas o que é isso para tanta gente?". Então Jesus pediu a todos que se assentassem no chão, em seguida pegou o pão, deu graças a Deus e repartiu com todos que estavam ali, e fez o mesmo com os peixes. Mais de 5 mil pessoas foram alimentadas com 5 pães e 2 peixinhos, esse foi o primeiro milagre da multiplicação. (João 6:1-15)

Esta é a parte da história que é sempre contada, mas pouca gente lembra-se do que aconteceu depois e do que Jesus disse mais tarde à multidão que o seguia. Após o milagre, Jesus saiu dali e foi somente com seus discípulos para o outro lado do lago, mas a multidão o seguiu e quando o encontraram perguntaram: "Mestre, quando foi que o senhor chegou aqui?", ao que Jesus respondeu: "Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês estão me procurando porque comeram os pães e ficaram satisfeitos e não porque entenderam os meus milagres." (João 6:16-26).
 
Desde aquela época as pessoas buscavam a Jesus pelo mesmo motivo que a grande maioria busca hoje: pelos seus próprios interesses, para "saciar a sua fome". Num contexto mais atual, para resolver seus problemas financeiros, emocionais e pessoais. “Grandes” igrejas (e pequenas também) oferecem um "evangelho fácil", onde a porta é larga e se anda pelo caminho largo e tranquilo. Um evangelho que diz "Jesus morreu para que você fosse feliz e próspero", enquanto Jesus dizia: "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (Mateus 4:17) e "Entrem pela porta estreita porque a porta larga e o caminho fácil levam para o inferno, e há muitas pessoas que andam por esse caminho. A porta estreita e o caminho difícil levam para a vida, e poucas pessoas encontram esse caminho." (Mateus 7:13-14), "se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará." (Lucas 9:23), "Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Mateus 16:26)

Onde está a nossa esperança? Nas coisas terrenas e passageiras, ou no que é de Deus, que vem dos céus, é dos céus e vai aos céus conosco, as coisas que são eternas? Voltando ao milagre da multiplicação, após Jesus ter dito ao povo que eles o seguiam porque tinham se saciado (isso mostra que Deus nos supre, mas não devemos buscá-lo por esse motivo, como se Deus fosse um "gênio da lâmpada" que tem como função saciar os nossos desejos), ele continuou dizendo: "Não trabalhem a fim de conseguir a comida que se estraga, mas a fim de conseguir a comida que dura para a vida eterna." (João 6:27).
 
Quando ligamos a televisão em programas ditos "evangélicos", na sua grande maioria ouvimos testemunhos do tipo: "Eu não tinha nada, mas quando entrei para a “igreja tal” minha vida mudou, meu casamento que estava em pedaços está melhor do que nunca, eu estava desempregado, agora tenho o carro do ano, uma casa na praia e estou abrindo minha segunda empresa" e essa é a "transformação" que Deus fez na vida daquela pessoa (estou sendo irônico). Deus quer sim nos ajudar, restaurar famílias (pois esse é um dos projetos de Deus), curar as nossas enfermidades, ajudar nas nossas necessidades, porque afinal, o próprio Jesus disse que Deus é nosso pai.
 
Em Mateus 7:9-11 está escrito: "Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?". Sim, Deus é pai e é bom, Ele cuida de nós na vida que temos agora aqui nesse mundo, mas a questão é: essas coisas vão passar, e o nosso foco não deve estar aqui, a nossa esperança não pode ser nas coisas que vemos e que logo não veremos, porque uma hora ou outra elas vão ir embora. Por que muitas pessoas em determinado ponto se desviam da sua fé? Porque construíram sua casa sobre a areia, veio o vento e as chuvas, a areia foi levada embora e a casa desabou.
 
Jesus disse: "Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Pelo contrário, ajuntem riquezas no céu, onde as traças e a ferrugem não podem destruí-las, e os ladrões não podem arrombar e roubá-las. Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês." (Mateus 6:19-21) e "Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro. Por isso eu digo a vocês: não se preocupem com a comida e com a bebida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas? Vejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos? E nenhum de vocês pode encompridar a sua vida, por mais que se preocupe com isso. E por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem as flores do campo: elas não trabalham, nem fazem roupas para si mesmas. Mas eu afirmo a vocês que nem mesmo Salomão, sendo tão rico, usava roupas tão bonitas como essas flores. É Deus quem veste a erva do campo, que hoje dá flor e amanhã desaparece, queimada no forno. Então é claro que ele vestirá também vocês, que têm uma fé tão pequena! Portanto, não fiquem preocupados, perguntando: “Onde é que vamos arranjar comida?” ou “Onde é que vamos arranjar bebida?” ou “Onde é que vamos arranjar roupas?” Pois os pagãos é que estão sempre procurando essas coisas. O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso. Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas." (Mateus 6:24-33)

Paulo, em uma de suas cartas, mostra aos irmãos de determinada igreja que existia a ressurreição dos mortos (porque alguns não criam) e termina dizendo: "Se a nossa esperança em Cristo só vale para esta vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo." (1ª Coríntios 15:19) Jesus nunca disse que nossa vida nesse mundo como cristãos seria um mar de rosas, muito pelo contrário. Ele disse que seriamos odiados de todos por causa do Seu Nome (Mateus 10:22), que haveriam chuvas, os rios transbordariam e os ventos soprariam contra a nossa casa (Mateus 7:24-25), que nesse mundo teríamos aflições (João 3:16), mas que tenhamos bom ânimo, pois Ele venceu o mundo. Que venhamos construir nossa casa sobre a rocha, que é Ele, pois ela estando edificada nele, mesmo quando virem os ventos e a chuvas, e eles virão, a casa não iria cair. E se perseverarmos até o fim, seremos salvos. Aí alcançaremos a recompensa que nos aguarda, não nessa vida, mas no céu.
 
Coloquemos a nossa esperança no que é eterno, nas coisas de Deus, nas coisas dos céus. Daí nós seremos felizes aqui na terra, não pelo que temos ou teremos aqui, mas pela esperança do que receberemos depois que essa vida acabar. Não ajuntemos tesouros na terra, mas coloquemos nosso coração nos céus.
 
Vou terminar com o que Paulo disse em Romanos 8:24-25: "Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos." e "Que Deus, que nos dá essa esperança, encha vocês de alegria e de paz, por meio da fé que vocês têm nele, a fim de que a esperança de vocês aumente pelo poder do Espírito Santo!" (Romanos 15:13).

2ª Coríntios 4:16-18 diz assim: "Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas."

Em uma tradução mais atual está escrito assim: "Por isso nunca ficamos desanimados. Mesmo que o nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando dia a dia. E essa pequena e passageira aflição que sofremos vai nos trazer uma glória enorme e eterna, muito maior do que o sofrimento. Porque nós não prestamos atenção nas coisas que se veem, mas nas que não se veem. Pois o que pode ser visto dura apenas um pouco, mas o que não pode ser visto dura para sempre."

Paz e Bem!


Senna / Faber Frota
Departamento de Comunicação 
Ministério Universidades Renovadas
São José dos Campos - São Paulo

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Você está transbordando?

Bom dia Caro visitante, hoje venho-lhe com um video, uma breve mensagem interessante que nesta manhã me fez pensar e refletir sobre o falar. Ai pensei! O que ando falando? A palavra em questão nos da um intenso questionamento. Podemos pensar que, são palavras de motivação, de amizade, de correção, de felicitações, de amor e que por outras vezes até falamos o que não queriamos, palavras duras que magoam o receptor, que poderia ser uma pessoa de nossa familia, de nosso trabalho, um amigo e até mesmo aquela que amamos, seja esposo, esposa ou namorado e namorada.

Penso dessa forma porque, quantas vezes eu e penso que você também foi o recpetor, e quantas palavras nos fizeram pequenos, inferiores, fracos, produzindo um sentimento de profunda incapacidade de sermos e de realizarmos algo, algo de bom é claro. Algo bom, porque fomos feitos pelo e para o AMOR, o amor que acolhe, que auxilia, isso mesmo! Aquele amor que Jesus nos fala nas escrituras, o amor verdadeiro que tudo suporta, mais ai pensei: Até quando?

Claro que poderiamos nos aprofundar nesta reflexão, mas deixo que você o faça, justamente para que você na sua vivencia atual, possa mergulhar no intimo do seu coração e identificar o que você está transbordando, o que você esta falando.

Para facilitar nossa reflexão, segue o significado de TRANBORDAR: Sair das bordas, extravasar, derramar-se, espalhar-se em torno, ultrapassar os limites.

Neste exato momento 07h56, enquanto escrevo, a chuva cai lá fora, será o céu transbordando (risos)? Se você se sentir a vontade, comente sobre o seu transbordar? Tenha uma ótima quinta feira, que possamos transbordar muita alegria e amor no dia de hoje.

Paz e Bem!

Por: Anderson Sene "Senna"

Senna / Faber Frota
Departamento de Comunicação 
Ministério Universidades Renovadas
São José dos Campos - São Paulo

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil

No dia 12 de outubro, comemoram-se três datas, embora poucos lembrem-se de todas elas: Nossa Senhora Aparecida, padroeira oficial do Brasil, o Dia das Crianças e o Descobrimento da América. Nosso feriado nacional, no entanto, deve-se somente à primeira data, e, embora a devoção à santa remonte aos idos do século XVIII, só foi decretado em 1980.

Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma. Segundo estas fontes, em 1717 os pescadores Domingos Martins García, João Alves e Filipe Pedroso pescavam no rio Paraíba, na época chamado de rio Itaguaçu. Ou melhor, tentavam pescar, pois toda vez que jogavam a rede, ela voltava vazia, até que lhes trouxe a imagem de uma santa, sem a cabeça. Jogando a rede uma vez mais, um pouco abaixo do ponto onde haviam pescado a santa, pescaram, desta vez, a cabeça que faltava à imagem e as redes, até então vazias, passaram a voltar ao barco repletas de peixes. Esse é considerado o primeiro milagre da santa. Eles limparam a imagem apanhada no rio e notaram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura.

Durante os próximos 15 anos, a imagem permaneceu com a família de Felipe Pedroso, um dos pescadores, e passou a ser alvo das orações de toda a comunidade. A devoção cresceu à medida que a fama dos milagres realizados pela santa se espalhava. A família construiu um oratório, que, logo constatou-se, era pequeno para abrigar os fiéis que chegavam em número cada vez maior. Em meados de 1734, o vigário de Guaratinguetá mandou construir uma capela no alto do Morro dos Coqueiros para abrigar a imagem da santa e receber seus fiéis. A imagem passou a ser chamada de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome.

Em 1834 iniciou-se a construção da igreja que hoje é conhecida como Basílica Velha. Em 06 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e deixou para a santa uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com o manto azul. Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e, em 1930, o papa Pio XI decreta-a padroeira do Brasil, declaração esta reafirmada, em 1931, pelo presidente Getúlio Vargas.

A construção da atual Basílica iniciou-se em 1946, com projeto assinado pelo Engenheiro Benedito Calixto de Jesus. A inauguração aconteceu em 1967, por ocasião da comemoração do 250.º Aniversário do encontro milagroso da imagem, ainda com o templo inacabado. O Papa Paulo VI ofertou à santa uma rosa de ouro, símbolo de amor e confiança pelas inúmeras bênçãos e graças por ela concedidas. A partir de 1950 já se pensava na construção de um novo templo mariano devido ao crescente número de romarias. O majestoso templo foi consagrado pelo Papa, após mais de vinte e cinco anos de construção, no dia 4 de julho de 1980, na primeira visita de João Paulo II ao Brasil.

A data comemorativa à Nossa Senhora Aparecida (aniversário do aparecimento da imagem no Rio) foi fixada pela Santa Sé em 1954, como sendo 12 de outubro, embora as informações sobre tal data sejam controversas. É nesta época do ano que a Basílica registra a presença de uma multidão incontável de fiéis, embora eles marquem presença notável durante todo ano. A imagem encontrada e até hoje reverenciada é de terracota e mede 40 cm de altura. A cor original foi certamente afetada pelo tempo em que a imagem esteve mergulhada na água do rio, bem como pela fumaça das velas e dos candeeiros que durante tantos anos foram os símbolos da devoção dos fiéis à santa.

Em 1978, após o atentado que a reduziu a quase 200 pedaços, ela foi reconstituída pela artista plástica Maria Helena Chartuni, na época, restauradora do Museu de Arte de São Paulo. Peritos afirmam que ela foi moldada com argila da região, pelo monge beneditino Frei Agostinho de Jesus, embora esta autoria seja de difícil comprovação.

Seja qual for a autoria da imagem ou a história de sua origem, a esta altura ela pouco importa, pois as graças alcançadas por seu intermédio têm trazido esperança e alento a um sem número de pessoas. Se quiser saber mais detalhes sobre a Basílica e sua programação, visite o site www.santuarionacional.com.br, no qual também é possível acender uma vela virtual. E já que a fé, assim como a internet, não conhece fronteiras, eu já acendi a minha, por um mais paz e igualdade no mundo. Acenda a sua e que Nossa Senhora Aparecida nos ouça e ilumine o mundo, que está precisando tanto de cuidados. Além da farta pescaria, muitos outros milagres são atribuídos à Nossa Senhora Aparecida. Veja alguns abaixo:

A libertação do escravo Zacarias
O escravo Zacarias havia fugido de uma fazenda no Paraná e acabou sendo capturado no Vale do Paraíba. Foi caçado e capturado por um famoso capitão do mato e, ao ser levado de volta, preso por correntes nos pulsos e nos pés, e como passassem perto da capela da Santa, pediu permissão para rezar diante da imagem. Rezou com tanta devoção que as correntes milagrosamente se romperam, deixando-o livre. Diante do ocorrido, seu senhor acabou por libertá-lo.

O cavaleiro ateu
Um cavaleiro que passava por Aparecida, vendo a fé dos romeiros, zombou deles e tentou entrar na igreja a cavalo para destruir a imagem da santa. Na tentativa, as patas do cavalo ficaram presas na escadaria da igreja. Até hoje pode-se ver a marca de uma das ferraduras em uma pedra, na sala dos milagres da Basílica Nova.

A cura da menina cega
Uma menina cega, ao aproximar-se, com a mãe, da Basílica, olhou em direção a ela e, de repente, exclamou "Mãe, como aquela igreja é bonita." Estava enxergando, perfeitamente curada.
 
Baseado no artigo de Márcia Busanello

Senna / Faber Frota
Departamento de Comunicação 
Ministério Universidades Renovadas
São José dos Campos - São Paulo

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A alegria de Deus é nossa força

“A alegria da pessoa prolonga-lhe a vida”(Eclesiástico 30,23). Nós queremos viver na aleria do Espírito Santo, porque a alegria de Deus é nossa força, remédio para todos os males. Por isso somos convidados a viver na alegia em cada situação. Vamos cultivar a alegria que nos é dada pelo Espírito de Deus.
Tenham uma ótima segunda-feira.
Senna / Faber Frota
Departamento de Comunicação 
Ministério Universidades Renovadas
São José dos Campos - São Paulo

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Frente Parlamentar em Defesa da Vida

Olá amigos. Amanhã SÁBADO DIA 08 DE OUTUBRO às15H00 na CÂMARA MUNICIPAL de São José dos Campos acontecerá o lançamento da FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DA VIDA. Convide seus amigos e famíliares para participar deste importante ato de cidadania. São iniciativas como esta que fazem a diferença e colocam limites no mal que quer mudar as leis da natureza, destruindo os valores cristãos e a família. Não deixe de estar presente conosco nesta missão em DEFESA DA VIDA. PARTICIPE! 
 Tenham um ótimo final de semana.
Senna / Faber Frota
Departamento de Comunicação 
Ministério Universidades Renovadas
São José dos Campos - São Paulo

O amor materno de Maria

Como ninguém, a Virgem Maria experimentou a misericórdia divina e participou na sua revelação aos homens através de Jesus, lembra o Papa João Paulo II. Ela, que conhece profundamente o mistério da misericórdia divina, “foi chamada de modo especial para tornar próximo dos homens o amor que o Filho tinha vindo revelar: amor que encontra a sua mais concreta manifestação para com os que sofrem, os pobres, os que estão privados de liberdade, os cegos, os oprimidos e os pecadores, conforme Cristo explicou referindo-se à profecia de Isaías, ao falar na sinagoga de Nazaré (Lc 4,18) e, depois, ao responder à pergunta dos enviados de João Batista (Lc 7,22)” (DM 9).

Os textos testemunham algumas intervenções de Maria em favor dos homens, nas suas necessidades. Esta ajuda não parou, quando ela deixou de viver no mundo, como ensina o Concílio Vaticano II. “Com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna”; e, ao longo dos séculos, “cuida, com amor materno, dos irmãos de seu Filho que entre perigos e angústias, caminham ainda na terra até chegarem à Pátria bem-aventurada” (LG 62).

É para manifestar, uma vez mais, este amor materno aos seus filhos que a Virgem Maria realiza as suas aparições como as de Fátima. Esta é uma das formas de continuar a cooperar para que os homens conheçam, implorem e acolham a misericórdia divina. Como Deus, também Maria se comove com as misérias humanas e compadece-se oferecendo a sua ajuda materna.

Tenham uma ótima quinta-feira.
Paz e bem.

Senna / Faber Frota
Departamento de Comunicação 
Ministério Universidades Renovadas
São José dos Campos - São Paulo