Vamos pensar em duas crianças, de aproximadamente 4 anos de idade, que
estão brincando juntas, e de repente em um instante as duas crianças acabam
se magoando uma com a outra e as duas crianças começam a brigar...
Vamos imaginar nessa reflexão quatro situações de como pode acabar essa história:
1. As duas crianças brigam e, como é típico de algumas crianças, as duas "caem" no chão (na verdade elas deitam no chão, ou até se jogam mesmo!), e começam a se espernear, a chorar desesperadamente... aquelas coisas de criança meio-birrenta, meio-manhosa... e aí ficam assim no chão, até que os pais ou alguém mais velho venham levantá-la e consolá-la, esperando ainda que essa pessoa adulta vá também dar uma bronca na outra criança que a magoou muuuuito, e aí então só depois de ver a outra levando uma bronca ou aquelas chineladas ela consegue se acalmar, e assim da mesma forma a outra criança espera a mesma coisa...
ou...
2. As duas brigam, uma "cai" no chão (típico da criança anterior), e a outra fica de pé e vai ainda pra cima da que está no chão para continuar batendo nela...
ou...
3. As duas brigam, uma "cai" no chão, a outra então vira as cotas e vai embora sem dar muita atenção para a "desolação" em que se encontra a criança que ainda está "caída" no chão, afinal ela também está magoada, mas nem por isso vai ficar se estrebuchando no chão e muito menos consolar a outra, faz de conta que nem é com ela a situação e vira as costas...
ou...
4. As duas brigam, uma "cai" no chão, e a outra criança tem uma atitude diferente de todas as outras crianças acima: ela não "cai" no chão, nem continua batendo na que caiu e muito menos sai do ambiente deixando a que está no chão "desolada", ao contrário, ela se compadece da criança que está caída no chão chorando, e nem se lembrando mais de quem causou a briga, ela se aproxima dessa criança e ela mesma tenta consolá-la, fazer um carinho e levantá-la para não mais vê-la chorando, procura fazer as pazes para poderem voltar a brincar juntas.
Neste momento, a criança que estava no chão também pode fazer algumas escolhas:
Vamos imaginar nessa reflexão quatro situações de como pode acabar essa história:
1. As duas crianças brigam e, como é típico de algumas crianças, as duas "caem" no chão (na verdade elas deitam no chão, ou até se jogam mesmo!), e começam a se espernear, a chorar desesperadamente... aquelas coisas de criança meio-birrenta, meio-manhosa... e aí ficam assim no chão, até que os pais ou alguém mais velho venham levantá-la e consolá-la, esperando ainda que essa pessoa adulta vá também dar uma bronca na outra criança que a magoou muuuuito, e aí então só depois de ver a outra levando uma bronca ou aquelas chineladas ela consegue se acalmar, e assim da mesma forma a outra criança espera a mesma coisa...
ou...
2. As duas brigam, uma "cai" no chão (típico da criança anterior), e a outra fica de pé e vai ainda pra cima da que está no chão para continuar batendo nela...
ou...
3. As duas brigam, uma "cai" no chão, a outra então vira as cotas e vai embora sem dar muita atenção para a "desolação" em que se encontra a criança que ainda está "caída" no chão, afinal ela também está magoada, mas nem por isso vai ficar se estrebuchando no chão e muito menos consolar a outra, faz de conta que nem é com ela a situação e vira as costas...
ou...
4. As duas brigam, uma "cai" no chão, e a outra criança tem uma atitude diferente de todas as outras crianças acima: ela não "cai" no chão, nem continua batendo na que caiu e muito menos sai do ambiente deixando a que está no chão "desolada", ao contrário, ela se compadece da criança que está caída no chão chorando, e nem se lembrando mais de quem causou a briga, ela se aproxima dessa criança e ela mesma tenta consolá-la, fazer um carinho e levantá-la para não mais vê-la chorando, procura fazer as pazes para poderem voltar a brincar juntas.
Neste momento, a criança que estava no chão também pode fazer algumas escolhas:
a. continuar no chão se esperneando, esperando algum adulto consolá-la e dar bronca na outra;
b. se levantar e querer ir pra cima da outra criança, não aceitando o perdão;
c. se levantar e virar as costas, não querendo mais contato, guardando mágoa... ou
d. aceitar o perdão e voltar a brincar junto com a criança que a havia magoado, sem guardar ressentimentos.
E agora, que estamos adultos, ou pelo menos considerados adultos devido
nossa idade cronológica, revendo todas as vezes que nos deparamos com uma
situação em que nos desentendemos com o outro, ou em situações semelhantes,
Que tipo de criança ainda somos?
Será que muitas vezes não somos como uma das crianças da primeira situação: que por qualquer razão já se joga no chão, fica esperneando, remoendo a dor, esperando que a outra pessoa venha pedir perdão, pois foi ela quem magoou a gente e temos razão suficiente para estarmos magoados, chateados, com raiva da pessoa... aquela que fica esperando que alguém, sejam os pais ou alguém mais adulto, ou melhor, mais maduro, venha nos apoiar afirmando que a outra criança é quem está realmente errada, que fica esperando que alguém dê uma bronca na outra criança para não fazer mais isso ou aquilo com a gente, e enquanto não vê que a outra pessoa saiu de cabeça baixa e arrependia a gente não consegue ficar em "paz", porque esperamos que a pessoa tenha as atitudes que nós esperamos que ela tenha...?
Ou então será que não somos aquela criança que vê a outra caída no chão e ainda assim continuamos batendo nela? Aquela pessoa que vê a fraqueza da outra, mas mesmo assim ainda continua apontando o dedo na cara da outra e enchendo-a de acusações, que desabafa as próprias fraquezas em cima da outra, tentando colocar também os outros contra a outra pessoa com acusações, falando mal dela pra todo mundo...?
Ou talvez quem sabe ainda somos como aquela criança que briga com a outra e depois vai embora sem se preocupar se depois aquela que ficou caída vai ficar bem ou não, pois é problema dela, quem mandou vir mexer com a gente, vira a cara, vai embora cheia de amarguras e nem se preocupa em saber o que levou a outra pessoa agir da forma que agiu...?
Será que já conseguimos saber qual criança ainda somos?
Somos talvez como aquela criança que ainda após a outra vir pedir perdão ainda continuamos agindo como as três primeiras crianças citadas acima?
Ou será então que já conseguimos ser de verdade como aquela criança que vimos na quarta situação?
Que bom seria se hoje realmente fossemos como aquela criança que ao ver a dor e a miséria da outra não se preocupou em saber quem estava ou não com a razão, que não acusa, não exalta o erro da outra criança, que não vira as costas e despreza a outra criança... que simplesmente se reclina, se compadece, se abaixa até a outra que está no chão, caída em suas fraquezas, e a consola, e a levanta, pede e dá o perdão, e já não mais se lembra de quem causou a discussão, porque o que realmente importa para essa criança que preservou o significado do Amor no coração, é estar ao lado daquela criança que é sua amiga, para que possam continuar a brincarem juntas, se alegrarem juntas, partilharem juntas o que realmente tem valor na vida... O amor, a amizade!!!
Jesus declarou:
"Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus. Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus. E o que recebe em meu nome a um menino como este, é a mim que recebe". (Mt 18, 3-5).
"Em verdade vos digo: todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, nele não entrará". (Mc 10, 15).
Que tipo de criança ainda somos? Do que temos nos alimentado?
Lembrando que a nossa transformação, a mudança dos nossos hábitos, a nossa mudança no modo de ser, agir e pensar começa no momento em que reconhecemos nossas fraquezas, os nossos erros e abrimos o nosso coração para que Deus possa entrar e verdadeiramente ser o Senhor da nossa vida, possamos assim responder a essas perguntas na prática e não só na teoria!
E que assim cada um nós encontre a resposta para se apresentar ao Pai por Jesus Cristo, abrindo o coração para que o Espírito Santo tenha livre acesso em todas as áreas de nossa vida que ainda necessitam de transformação e de crescimento, para que a cada dia sejamos em plenitude Imagem e Semelhança de Deus para o nosso irmão, aprendendo viver como Jesus e verdadeiramente a amar e perdoar em todas as circunstancias.
São Paulo complementa:
"Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança". (1Cor 13,11).
"Irmãos, não sejais crianças quanto ao modo de julgar: na malícia, sim, sede crianças; mas quanto ao julgamento, sede homens". (1Cor 14, 20).
E então aqui novamente a pergunta: Como temos tratado as pessoas?
Que tipo de crianças ainda somos?
Nossas atitudes muitas vezes assemelham-se as atitudes de algumas crianças, não na pureza de coração, mas pela infantilidade de nossas ações!!!
"A julgar pelo tempo, já devíeis ser mestres! Contudo, ainda necessitais que vos ensinem os primeiros rudimentos da palavra de Deus; e vos tornastes tais, que precisais de leite em vez de alimento sólido! Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal". (Hb 5,12-14)
Que o Senhor Nosso Deus Trino nos dê a Sua Paz nos conduza no Amor, no Perdão e na Caridade à Vida Eterna!!!
Fonte: Rodrigo O. Fumis
Será que muitas vezes não somos como uma das crianças da primeira situação: que por qualquer razão já se joga no chão, fica esperneando, remoendo a dor, esperando que a outra pessoa venha pedir perdão, pois foi ela quem magoou a gente e temos razão suficiente para estarmos magoados, chateados, com raiva da pessoa... aquela que fica esperando que alguém, sejam os pais ou alguém mais adulto, ou melhor, mais maduro, venha nos apoiar afirmando que a outra criança é quem está realmente errada, que fica esperando que alguém dê uma bronca na outra criança para não fazer mais isso ou aquilo com a gente, e enquanto não vê que a outra pessoa saiu de cabeça baixa e arrependia a gente não consegue ficar em "paz", porque esperamos que a pessoa tenha as atitudes que nós esperamos que ela tenha...?
Ou então será que não somos aquela criança que vê a outra caída no chão e ainda assim continuamos batendo nela? Aquela pessoa que vê a fraqueza da outra, mas mesmo assim ainda continua apontando o dedo na cara da outra e enchendo-a de acusações, que desabafa as próprias fraquezas em cima da outra, tentando colocar também os outros contra a outra pessoa com acusações, falando mal dela pra todo mundo...?
Ou talvez quem sabe ainda somos como aquela criança que briga com a outra e depois vai embora sem se preocupar se depois aquela que ficou caída vai ficar bem ou não, pois é problema dela, quem mandou vir mexer com a gente, vira a cara, vai embora cheia de amarguras e nem se preocupa em saber o que levou a outra pessoa agir da forma que agiu...?
Será que já conseguimos saber qual criança ainda somos?
Somos talvez como aquela criança que ainda após a outra vir pedir perdão ainda continuamos agindo como as três primeiras crianças citadas acima?
Ou será então que já conseguimos ser de verdade como aquela criança que vimos na quarta situação?
Que bom seria se hoje realmente fossemos como aquela criança que ao ver a dor e a miséria da outra não se preocupou em saber quem estava ou não com a razão, que não acusa, não exalta o erro da outra criança, que não vira as costas e despreza a outra criança... que simplesmente se reclina, se compadece, se abaixa até a outra que está no chão, caída em suas fraquezas, e a consola, e a levanta, pede e dá o perdão, e já não mais se lembra de quem causou a discussão, porque o que realmente importa para essa criança que preservou o significado do Amor no coração, é estar ao lado daquela criança que é sua amiga, para que possam continuar a brincarem juntas, se alegrarem juntas, partilharem juntas o que realmente tem valor na vida... O amor, a amizade!!!
Jesus declarou:
"Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus. Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus. E o que recebe em meu nome a um menino como este, é a mim que recebe". (Mt 18, 3-5).
"Em verdade vos digo: todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, nele não entrará". (Mc 10, 15).
Que tipo de criança ainda somos? Do que temos nos alimentado?
Lembrando que a nossa transformação, a mudança dos nossos hábitos, a nossa mudança no modo de ser, agir e pensar começa no momento em que reconhecemos nossas fraquezas, os nossos erros e abrimos o nosso coração para que Deus possa entrar e verdadeiramente ser o Senhor da nossa vida, possamos assim responder a essas perguntas na prática e não só na teoria!
E que assim cada um nós encontre a resposta para se apresentar ao Pai por Jesus Cristo, abrindo o coração para que o Espírito Santo tenha livre acesso em todas as áreas de nossa vida que ainda necessitam de transformação e de crescimento, para que a cada dia sejamos em plenitude Imagem e Semelhança de Deus para o nosso irmão, aprendendo viver como Jesus e verdadeiramente a amar e perdoar em todas as circunstancias.
São Paulo complementa:
"Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança". (1Cor 13,11).
"Irmãos, não sejais crianças quanto ao modo de julgar: na malícia, sim, sede crianças; mas quanto ao julgamento, sede homens". (1Cor 14, 20).
E então aqui novamente a pergunta: Como temos tratado as pessoas?
Que tipo de crianças ainda somos?
Nossas atitudes muitas vezes assemelham-se as atitudes de algumas crianças, não na pureza de coração, mas pela infantilidade de nossas ações!!!
"A julgar pelo tempo, já devíeis ser mestres! Contudo, ainda necessitais que vos ensinem os primeiros rudimentos da palavra de Deus; e vos tornastes tais, que precisais de leite em vez de alimento sólido! Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal". (Hb 5,12-14)
Que o Senhor Nosso Deus Trino nos dê a Sua Paz nos conduza no Amor, no Perdão e na Caridade à Vida Eterna!!!
Fonte: Rodrigo O. Fumis
Paz e Bem!
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São José dos Campos - São Paulo
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